Para Uma Vida Mais Leve

Alguns apontamentos sobre autocobranças e sugestões para lidar melhor com o problema da autocritica.

Amanda Amude – CRP: 106.891

1 – Diminua a cobrança consigo mesma! Não existe nada e nem ninguém perfeito! Logo, você também não será! Aceite sua humanidade, não adianta querer ser a mulher maravilha, isso tem um alto custo e gera insatisfação e sofrimento. Seja menos rigorosa e cruel em seus julgamentos consigo mesma, aceite seu corpo como ele é, acolha suas limitações sejam elas físicas ou de personalidade, veja tudo o que você já conquistou até hoje, mesmo com medo, ansiedade, tristeza e sem apoio. Se aceite como é, seja sua melhor amiga!

2 – Presentifique. Saia do automático. Aposto que você toma banho pensando em qualquer coisa e nem sabe como é o cheirinho do seu shampoo, ou então, não se atenta às sensações que este momento te proporciona. Você não precisa tomar um banho mais longo, ou mudar sua rotina, apenas perceber como você se sente com a temperatura da água e a pressão dela sobre seu corpo, por exemplo. Percepção e atenção são funções psicológicas que podem ser treinadas assim como nossos músculos e são indispensáveis para as ações, então, aprenda a identificar o que está acontecendo contigo e a sua volta, isso só é possível presentificando cada momento.

3 – Diga menos não para si mesma. Cada vez que você diz sim para as exigências e cobranças sociais que não te fazem sentido, você diz não para si. Ao invés de dizer não para si, pergunte-se “porque não?” É mais arriscado não se arriscar!

4 – Não aceite menos do que você oferece. Dispensa explicações, né?!

5 – Descubra o que quer e lute por isso! Lembre-se, não existe vento favorável para quem não sabe o que quer. Se dê a oportunidade de descobrir o que te satisfaz, o que lhe agrada, o que lhe dá prazer, afinal de contas, ninguém nasce sabendo. Se estiver tentando por um caminho e não está dando resultado, tente por outro, mude a estratégia. Replaneja seus projetos e metas caso identifique uma falha que o inviabilize e siga a diante.

6 – Chore! Sim! Depois seque as lágrimas e prossiga. Somos cobradas socialmente para sermos fortes e não chorar, não ficarmos tristes. Ficar triste e chorar não são sinais de fraqueza como muitas mulheres pensam. É preciso muita coragem para enfrentar as adversidades da vida e muita coragem para reconhecer, validar e lidar com os sentimentos, principalmente os que são julgados como negativos (erroneamente, diga-se de passagem).

7 – Tenha coragem para se conhecer, faça psicoterapia! Entre em contato com aquela faceta particular e singular que a define e a distingue de todas as demais pessoas, e assim, desenvolva suas potencialidades, descubra e crie novas possibilidades de resolver os conflitos do dia-a-dia. Não podemos escolher as facticidades da vida, mas podemos escolher a maneira como as percebemos e nos relacionamos com elas.

**Trecho da entrevista concedida ao livro Aquela dos 30, de Camila Smith