Amanda Amude – Psicóloga – CRP 106.891

Amanda AmudePsicóloga formada pela Universidade Estadual de Maringá- PR/UEM em 2006; especialista em Teoria Histórico-Cultural pela Universidade Estadual de Maringá- PR/UEM em 2008, mestre em Educação Escolar pela Universidade Estadual de Maringá- PR/UEM em 2010, formação em Gestalt-Terapia pelo Instituto Sedes Sapiente de São Paulo-SP em 2010. Proprietária sócia do Núcleo Psicologia (São Paulo-SP), atuante na área clínica desde 2008.

Dentre o leque de atuação da Psicologia, a Clínica, pautada na Gestalt-Terapia, me atrai. A Gestalt-Terapia, muito mais do que um campo de atuação profissional, é uma filosofia de vida, por meio da qual compreendo o homem em mútua interdependência com o meio social. Acredito que seu comportamento não é determinado apenas por forças fisiológicas e intrínsecas ao indivíduo, como também por forças subjacentes ao próprio campo. A vida é um processo dinâmico e contínuo, no qual esse homem é um conjunto de potencialidades que pode se atualizar de forma criativa, tendo como fundo, a consciência da liberdade para fazer as próprias escolhas, e viver de modo mais original e autêntico.

Essa forma peculiar de compreender a relação do sujeito com o mundo pressupõe a existência de uma fronteira de contato entre o homem e meio, que ora o afasta, ora o aproxima da realidade posta. É essa fronteira que a psicoterapia usa como matéria prima para tornar conscientes as habilidades que a pessoa dispõe ao se relacionar.

À partir da experiência imediata da pessoa com o psicoterapeuta e de como essa experiência ocorre no decorrer da psicoterapia, é possível entender a maneira com a qual essa pessoa se relaciona com o mundo. Veja, detectar como ocorre essa experiência ao invés de entender o porquê ela ocorre, permite uma compreensão cognitiva, emocional e corporal mais ampla da vivência, reabilitando a percepção corporal e emocional, ou seja, integrando as diversas esferas que compõe o ser humano, e assim, destacando os bloqueios na relação ao clarificar evitações, medos, inibições, fantasias, ampliando a percepção de como esse processo funciona.

Cada vez que o indivíduo torna-se consciente de como ele é, de suas dificuldades e da maneira como funciona, ele poderá criar as condições necessárias para solucionar suas necessidades emergentes a partir dos recursos disponíveis no campo, o que lhe confere uma condição de responsabilidade por seu projeto existencial.

Nessa jornada como psicoterapeuta clínica, observo uma busca por alívio do sofrimento psíquico, que muitas vezes impossibilita e aprisiona a pessoa, tornando-a descrente de si mesma, assim, o objetivo da terapia é habilitar essa pessoa a usar, além do intelecto, suas sensações, emoções e sentimentos; desenvolver suas potencialidades; refletir e compreender a dinâmica da realidade posta, descobrir e criar novas formas de agir perante os conflitos do dia-a-dia de maneira saudável e satisfatória.

Ademais, uma frase que gosto muito de Sartre diz o seguinte:

“o importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fazem de nós”

Penso ser imprescindível adotarmos uma postura ativa e criativa perante a vida, e não apenas reativa. Quando não podemos escolher as facticidades da vida, podemos escolher a maneira como as percebemos e nos relacionamos com elas.